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  • Iara

totomayo

E na colina Totomayo se via

Pele clara, cabelos longos e escuros

Pelo pente em parte seguros

Acalmando fios insistia

Alternados por brisa morna

Ora em face, ora em ombros.

Sobre o colo envolto em quimono

Pousava colar em pérolas

Rosadas de entardecer.

Doado então se rompia

Contas ao solo despercebia

O displicente ou desumano

Se virava e plano seguia.

Mas foi somente noutro dia

Colorida pelos vitrais da sacada

Totomayo o desamor conhecia

E no empurrar daqueles braços

Seu corpo por fim sucumbia.

No caminho solitário da queda

Ainda segura pela brisa amiga

Totomayo imaginava

Que ao fim, tocando o chão

Jamais se doar voltaria

A quem nunca saberia

Se entregar numa paixão.

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