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  • Iara

flores de ulisses

Dá-me, Poeta,

Dá-me o gosto pelo esquecimento...

Quero engolir tuas flores,

Quero voltar ao início do teu livro sem a tua cabeça,

Rasgar tua culpa, nossas culpas.

Inunda-me com paladar vegetal e me traz as visões do nada

Onde inexiste o homem que mata a criança,

Nem respira qualquer animal.

Entre as flores tu não rastejas, nem me perturbas...

Volta para teu mar, carrega tua nave,

Leva teus marujos e ardil,

Tuas histórias, nossas farsas.

Nessa ilha me reescrevo junto às flores que te apagam em mim

E redesenho, sutil,

Outro curso para um novo fim.

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