das coisas sem sentido
- 29 de mar.
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Sentada à espera do gerente, compadecia-se da senhorinha que, há cinco minutos, pelejava para passar pelo detector de metais. No drop box: sombrinha, bolsinha de moedas, brincos, chaves, carteira, biscoitos, lencinhos.
Não passava pela cabeça do inspetor o marca-passo ou pinos no quadril.
Lembrou-se das coisas sem sentido.
Aos quinze, num raro episódio, atrasou-se por dez minutos. Foi impedida de entrar. Não era dia bom de faltar. No retorno, avistou o zelador das quadras:
- Fuzarca, abre pra mim?
A dez passos da porta da sala, o professor de português sorria acolhedor.
Alívio.
Não durou.
Irmão Manuel surgiu do nada.
Ao avistá-la, apontou o caminho para a porta de saída.
Obedeceu, mas não sem resmungar baixinho:
- Serviço de corno.
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