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  • 6 de abr.
  • 1 min de leitura

Apertava o passo. Tentava se lembrar do que compraria no mercado.

Na penumbra, chutou uma pedra sem querer.

Bandaid.

Abaixando-se, percebeu uma luz alaranjada à direita. Bolas brilhantes passavam por trás das árvores. Gelou.

Lâmpada... Um cobertor talvez?

Céu azul, na estrada, uma vaca mutilada com precisão cirúrgica. Não tinha sangue.

Estilete, faca.

Escuro total, sentiu a presença lateral de um vulto.

A mão áspera tocou sua barriga. Tentou gritar. A língua enrolou, a voz não saía.

Acelerado, o coração bombeava adrenalina. Suava... grunhia... ãããã...

Uma mão macia acariciou o braço à esquerda.

Ofegante, abriu os olhos. Suspirou...

Retirou o fone.

Deu pausa no vídeo Skinwalker Ranch. 

Colocou o celular na mesa de cabeceira.

- “Isso ainda vai me matar.”


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