Buscar
  • Iara

as presenças da varanda

Tudo passa, desintegra

Entre choros largados nos ladrilhos

E gritos humorados pela rede de proteção,

Vieram cigarros compartilhados nos desleixos das suas fumaças.

E as taças quebradas em brindes, que não me lembro porquê,

Deixaram-me a tentativa infeliz desse poema

Que não reproduz em foto o que pensei ser cumplicidade.

No tempo se foram as revelações,

Com seus sapatos sujos de rua,

Falhando vários em suas marcas, limpas pelo dia seguinte.

A porta sempre esteve aberta, embora se mostrasse encostada.

Numa hora vazia qualquer,

Sento-me no canto da varanda das presenças itinerantes,

Vislumbro ali a estante imaginária onde coloco cada gente em seu lugar.

O som do carro à distância com uma vida que segue

Reverbera no chapisco trazendo-me a ausência.

Essa apenas me fita, e não diz a que veio.

Acendo uma Café Crème,

E a saúdo com um Bourbon...a nós.

9 visualizações

Posts recentes

Ver tudo

poema para não ser esquecido

Ao abrir de seus olhos a cada próxima manhã Percebendo a presença pelo calor desse meu corpo Ainda morno por noites passadas Pensa que meu coração não é capaz de aquietar-se E não há espaço em viver s

sete mortes e mais uma

JAZ I Observador, relatara sobre o amor que nunca sentira. Ao encontra-lo, viu-se incapaz. JAZ II A vida, mulher carente, não deixara que aprendesse tudo, estando sempre em seu querer. Foi quando julg